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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Um dia diferente num país diferente...

Hoje os serviços do Centro BFW estiveram encerrados por ser feriado. Assim, aproveitamos para fazer uma visita cultural a Maastricht, uma pequena cidade Neerlandesa que fica próxima da fronteira com a Alemanha.

Fomos acompanhados pelo Jürgen e pelo Diretor do BFW e começaámos por fazer uma caminhada enquanto esperávamos pela visita guiada às grutas de Maastricht.

Com esta visita ficámos a saber que as grutas de Mastricht consistem em túneis com cerca de 270 km, que possuem 98% de humidade e que foram escavados com o intuito de se obter pedra para a construção das catedrais das redondezas. Posteriormente, durante a Segunda Grande Guerra Mundial, estes túneis serviram de refúgio a cerca de 20.000 pessoas, e atualmente constituem um ponto turístico pelos vestígios da época.

Na minha opinião esta foi uma visita bastante interessante, que me permitiu uma aproximação a um ambiente acerca do qual até agora apenas tinha lido e experienciar sensações novas. Esta visita fez-me recordar a série “Os Filhos da Terra” de Jean M. Auel que, em jeito de romance, retrata a evolução humana desde os tempos em que o Homem vivia em cavernas. Ler esta série foi para mim motivo de uma grande satisfação, e visitar os túneis de Maastricht representou o reviver dessa sensação.

Depois da visita aos túneis almoçámos numa esplanada bastante agradável e aproveitamos a tarde para passear pela cidade e comprar alguns produtos típicos como as bolachas recheadas de caramelo.

Regressamos então de Maastricht um pouco cansados, mas bastante satisfeitos, foi uma visita que valeu realmente a pena!

Visita às caves em Maastricht

Iniciámos a visita às caves por volta do meio dia.

O guia começou por nos dizer que estas já existem desde da idade média e pediu a 3 pessoas que se voluntariassem para levar as lanternas de modo a que todos pudessem caminhar com claridade.

Podémos verificar que estas tinham bastantes entradas, tinham quase 100% de humidade e eram bastante escuras. Apercebemos-nos também que continham bastantes escritos e continham também alguns desenhos.

Ainda relativamente às caves, estas tiveram uma importância vital durante as duas guerras mundiais visto que serviram de refúgio a mais de 20000 pessoas.

Durante esta visita às caves, o guia deu a oportunidade a quem quisesse experienciar andar totalmente às escuras durante 30 metros poderia fazê-lo.

Posso dizer que houve muitos corajosos, incluindo o nosso coordenador. Eu gostei muito de ser sua guia porque senti que pelo menos não se assustou enquanto estava a ser guiado por mim.

O último desafio que foi sugerido pelo guia foi descobrir a saída e penso que nos safámos muito bem porque a encontrámos.

Programa para o Quarto Dia

Nota: Hoje é feriado nesta zona Alemanha, por isso o centro de formação estará encerrado. Por essa razão, o programa será mais de caráter cultural, mas seremos acompanhados pelo Diretor Geral do Centro BFW e pelo Gestor de Projetos Internacionais.

Iremos visitar:  
  • A cidade Neerlandesa de Maastricht;
  • St. Pietersberg - Monte São Pedro - onde se ergue um forte antigo e uma rede de grutas que iremos percorrer acompanhados por um guia.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Dia 18: Trabalho e Cultura

colagem de fotografias tiradas neste dia

Visita aos Serviços BFW Düren

O terceiro dia de trabalho foi, na minha opinião, o mais interessante de todos até agora. Durante este dia visitamos os vários serviços existentes no Centro BFW e tivemos oportunidade de perceber o seu funcionamento e âmbito de actuação.

Começamos por visitar o serviço de avaliação para reabilitação, onde podemos perceber que, contráriamente ao que acontece na maioria das vezes em Portugal, neste Centro são utilizados testes de avaliação expecíficos e adaptados a deficiência visual, onde é dada primazia à utilização do tato. Tivemos ainda a oportunidade de experimentar alguns dos testes referidos, foi uma experiência bastante interessante e enriquecedora.

Nas visitas ao Workshop para Técnicos Industriais conhecemos algumas máquinas utilizadas pelos clientes do Centro BFW na criação de peças em metal que depois são vendidas na Companhia Júnior, uma pequena empresa existente dentro do Centro BFW, onde os clientes aprendem a gerir um pequeno negócio, sendo mesmo responsáveis pela aquisição e gestão dos materiais utilizados no BFW. Esta visita foi muito significativa, no sentido em que me fez reflectir que seria positivo criar um curso na área do enpriendedorismo na FRMS, onde os formandos poderiam aprender mais sobre empriendedorismo, aprender a gerir uma pequena empresa e ainda serem apoiados na candidatura a fundos para criarem o seu próprio negócio.

No Serviço de Actividades da Vida Diária comprenndemos o funcionamento do mesmo e conhecemos as instalações e alguns dos equipamentos utilizados. Impressionou-me particularmente a grande dimenção das instalações, em que existem 5 bancadas de cozinha, e o facto de também ensinarem a cuidar de bebés, área que não é explorada em Portugal.

Nos serviços de Preparação para a Reabilitação ficamos a conhecer o âmbito de actuação dos mesmos, e trocamos algumas informações com os clientes que estavam presentes acerca das diferenças nos apoios recebidos e dos materiais utilizados em Portugal e na Alemanha. Ficamos a saber que na Alemanha o computador com leitor de ecrã e linha Braille é considerado um equipamento básico para as pessoas com deficiência visual e que, contrariamente ao que acontece em Portugal, todos os possuem.

No final do dia fomos ainda convidados para jantar com o Diretor do Centro BFW Düren. Fomos a um restaurante que serve comida grega e foi muito agradável.